Post do portal SustentArqui apresenta um achegante refúgio em bambu, que mais parece uma casa na árvore, como destaque de um resort ecológico em Acapulco. Que além de utilizar materiais naturais também conta com energia solar e ventilação natural.

Em um trecho exuberante da praia, no México, ao norte de Acapulco, encontra-se um resort chamado Playa Viva. Recentemente eles inauguraram uma nova suíte, com dois níveis, projetada pela empresa de Chicago, Deture Culsign. Feita de bambu, a “casa na árvore” cilíndrica oferece uma vista deslumbrante sobre o Oceano Pacífico.

 

Fonte: http://sustentarqui.com.br/construcao/refugio-em-bambu-em-resort-ecologico/

Desde os tempos remotos da história oriental, chineses e japoneses já conheciam e dominavam muito bem a arte de se construir tomando como base estruturas em bambu. Desde templos dedicados à Buda até conjuntos habitacionais familiares que prezavam pela discrição e possibilidades na mobilidade da planta baixa, esse material era o mais utilizado, por ser facilmente encontrado na região e por conferir leveza, resistência, durabilidade e praticidade aos ambientes. As janelas eram constituídas de um papel espesso e as paredes de bambu podiam ser móveis, possibilitando, assim, a integração dos espaços das casas.

Fonte: https://blogdopetcivil.com/2015/05/14/versatilidade-e-qualidade-uso-do-bambu-na-construcao-civil/

A cada momento busca-se inovação em todas as áreas. E na construção não é diferente. A ideia de substituir o aço utilizado para armar o concreto não é algo novo. Nos países em desenvolvimento, que não têm reservas próprias de ferro, esta mudança de paradigma pode se tornar uma necessidade – a fim de que não precisem mais importar grandes volumes de matéria bruta para suas siderúrgicas. A saída está no bambu. Abundante, sustentável e extremamente resistente, o bambu tem o potencial de se tornar futuramente um substituto ideal nos locais onde o aço não pode ser produzido.
O laboratório Future Cities (http://www.futurecities.ethz.ch/), com um de seus centros de estudos em Cingapura, está pesquisando a substituição da armação metálica no concreto armado por tramas de bambu, a serem utilizadas em lajes, vigas e pilares.
Os testes usam composto de bambu processado à compressão, com adição de material adesivo – o que o torna resistente a tensões estruturais e, portanto, mais durável.
A técnica ata trechos de fibras em feixes, em três pontos (nas pontas e pelo meio). O bambu utilizado é o chinês, de plantas de pelo menos cinco anos de idade, e o material utilizado para fazer a junção das fibras é uma resina à base d’água (baixa concentração de compostos orgânicos voláteis).
Plantas são previamente carbonizadas a fim de minimizar suas concentrações de água e de açúcares. Depois de misturadas ao adesivo, os cordões de fibra são pressionados numa fôrma, para que atinjam espessura e forma desejadas. Os testes têm sido realizados com moldagem por compressão, a quente e a frio.
“A ideia nos testes é usar a mistura de concreto comum – e não um traço especial, nem colocar aditivos à mistura que possibilitem ao bambu se adaptar ao sistema, para resistir à função estrutural”, conta Hebel, (professor de arquitetura e construção do Future Cities Dirk Hebel, que investiga um composto fibroso a partir do bambu)

Fonte: http://www.homedecore.com.br/laboratorio-testa-bambu-para-substituir-aco-na-construcao/

Países em desenvolvimento apresentam grandes demandas por concreto armado, mas frequentemente não contam com os meios de produzir todo o aço necessário para suprir essas demandas. Ao invés de se colocar à mercê do mercado global dominado por países desenvolvidos, o Future Cities Laboratory de Singapura sugere uma alternativa a esse bem manufaturado: o bambu. Abundante, sustentável e extremamente resistente, o bambu tem o potencial de se tornar futuramente um substituto ideal nos locais onde o aço não pode ser produzido. 

Nos ensaios de resistência, o bambu se mostra mais adequado que a maior parte dos outros materiais, inclusive o concreto armado. Ele alcança essa resistência devido à sua estrutura tubular oca, um produto da evolução ao longo de milênios para resistir aos esforços do vento em seu habitat natural. Essa estrutura leve também se mostra fácil de colher e transportar. Devido ao seu crescimento incrivelmente rápido em diversas partes do mundo, o bambu é também extremamente barato. 

Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/621054/bambu-uma-alternativa-viavel-ao-concreto-armado

A Casa LIFT (Low Income Flood-proof Technology ou, em português, Tecnologia à prova de Inundações de Baixo Custo) foi projetada e construída por Prithula Prosun em Dhaka, Bangladesh, como uma solução inovadora e sustentável para as comunidades pobres que vivem em áreas propensas a inundações. Milhões de pessoas perdem suas vidas nas inundações que acontecem devido ao transbordamento dos rios, aos sistemas inadequados de drenagem e às chuvas das monções. Especialistas em mudança climática preveem que as inundações se agravarão com o derretimento das geleiras do Himalaia, sobrecarregando as redes fluviais do país.

Como parte de sua tese na Universidade de Waterloo, Prosun projetou a casa de modo a flutuar com o aumento do nível da água, retornando ao solo quando as águas baixam. 

Mais informações e imagens…

 

Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/01-151698/casa-de-bambu-em-bangladesh-flutua-em-caso-de-inundacoes

Mais leve e barato, ele se torna emblema de sustentabilidade

Em reconhecimento da versatilidade do bambu, a ilha de Bali na Indonésia, o tornou um emblema da construção sustentável, substituindo edifícios de concreto e aço com alternativas mais verdes.

Um escola inteira, um condomínio de luxo e até uma fábrica de chocolate são as últimas estruturas a se erguerem a partir de esqueletos de bambu. A fábrica, que abriu no ano passado e produz chocolate em pó e manteiga de cacau orgânicos, foi erguida no vilarejo de Sibang Kaja, entre  a capital da ilha, Denpasar, e as florestas de Ubud. Com 2.550 metros quadrados, é provavelmente o maior edifício de bambú do mundo.

“O bambu é imbatível como material de construção sustentável. O que ele pode fazer é impressionante,” diz Ben Ripple, co-fundador da Big Tree Farms, a fábrica de chocolate. “Cresce muito mais rápido que madeira e não destrói a terra na qual cresce. Nossa fábrica pode ser desmontada e mudada de local em dias, e se um dia decidirmos fechá-la, não estaremos prejudicando os campos de arroz no entorno.”

Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/planeta-urgente/na-construcao-sai-o-aco-e-entra-o-bambu/